Prontuário odontológico
Anamnese, exame clínico, odontograma e histórico de cada paciente, no mesmo lugar.
Plataforma de Gestão e Organização da Atenção à Saúde Indígena

Bom dia a todos. Hoje eu vou apresentar o e-ASI, o sistema que estamos construindo para organizar o trabalho da saúde indígena aqui no DSEI Alto Rio Juruá. A apresentação foi pensada para nós, da saúde bucal: vamos ver o sistema por dentro, tela por tela, do jeito que um dentista usa no dia a dia.
Todas as telas que vocês vão ver são capturas reais do sistema funcionando. Os pacientes são de exemplo, com nomes inventados, para proteger os dados de quem atendemos. As aldeias e os territórios são os reais do Polo Feijó.
Transição: antes de entrar nas telas, vamos entender o que é o e-ASI e por que ele existe.
O que é
O e-ASI registra o atendimento na aldeia, guarda o histórico de cada paciente e monta as fichas de produção sozinho. Funciona no tablet, no celular e no computador, com ou sem internet.
Anamnese, exame clínico, odontograma e histórico de cada paciente, no mesmo lugar.
Tudo é salvo no próprio aparelho e enviado ao servidor quando houver sinal.
Fichas 04, 07, 08, 03 e o prontuário físico saem do que foi registrado no atendimento.
Metas de 1ª consulta, tratamento concluído, pré-natal e crianças, por aldeia.
Um registro só, feito uma vez, que serve ao dentista, ao paciente e à gestão do DSEI.
O e-ASI é um sistema de registro e organização da atenção à saúde indígena. Para a odontologia, ele reúne quatro coisas que hoje estão espalhadas: o prontuário do paciente, o registro do atendimento, as fichas de produção e os indicadores.
O ponto central: ele foi desenhado para funcionar dentro da aldeia, sem internet. O dentista registra no tablet ou no celular, e quando voltar a ter sinal, tudo vai para o servidor.
Quem já passou semanas em área sabe que qualquer sistema que dependa de internet simplesmente não é usado lá dentro.
Transição: e por que precisamos disso? Vamos olhar os problemas que temos hoje.
Por que desenvolver
Ficha na mochila, caderno de produção e planilha no retorno. A mesma informação escrita duas ou três vezes.
O histórico do paciente fica dividido entre fichas, profissionais e viagens diferentes.
Difícil saber quem fez a 1ª consulta, quem concluiu e quem ficou pendente na última entrada.
Contar procedimento por aldeia e por faixa etária à mão, no fim da entrada em área.
Sem saber o que tem na caixa do dentista, o que está vencendo e o que pedir ao DSEI.
O polo e o DSEI só enxergam a produção quando a equipe volta e entrega os papéis.
Esses seis pontos são problemas que todos nós conhecemos. Muitos deles apareceram nas conversas com a equipe durante o desenvolvimento: a ficha preenchida duas vezes, o prontuário que não acompanha o paciente, o material que vence na caixa sem ninguém perceber.
Perguntar ao grupo: quanto tempo cada um gasta, no fim de uma entrada em área, só para montar a produção? Esse é o tempo que o sistema devolve.
Transição: a partir desses problemas, definimos os objetivos do e-ASI.
Principais objetivos
Cada atendimento registrado do mesmo jeito, por todos.
Um prontuário por paciente, visto por quem atende.
Quem chega na próxima entrada vê o que foi feito antes.
Agenda do dia e pendências por aldeia antes de sair.
Gestantes, crianças de 0–4 anos e comorbidades visíveis.
Produção por território, aldeia e profissional.
Metas calculadas a partir do que foi registrado.
Menos papel, menos erro de soma, mais tempo para o paciente.
São oito objetivos, mas eles se resumem em uma ideia: registrar uma vez e usar a informação para tudo. O atendimento que eu registro alimenta o prontuário, a ficha de produção e os indicadores ao mesmo tempo.
O último cartão, qualificar o trabalho, é o mais importante para nós. Se o sistema não deixar o trabalho mais leve, ele não serve.
Transição: o primeiro desses objetivos depende de uma coisa muito específica da nossa realidade: funcionar sem internet.
Como a informação caminha
O dentista atende e registra no tablet ou celular, sem internet.
Tudo fica guardado no próprio aparelho, numa fila de envio.
No polo ou na cidade, a fila é enviada ao servidor do e-ASI.
Prontuário, produção e indicadores ficam atualizados para a equipe e a gestão.
Pode atender a entrada inteira em área sem conectar uma única vez.
Ao voltar a ter internet, o próprio sistema envia o que estava pendente.
Cada profissional tem o seu login e aceita os termos de uso antes de entrar.
Este é o coração do sistema. Na aldeia não tem internet, então o e-ASI guarda tudo no próprio aparelho. Cada atendimento entra numa fila. Quando o aparelho volta a ter sinal, a fila é enviada para o servidor, e aí todo mundo passa a enxergar.
Comparar com o WhatsApp: você escreve a mensagem sem sinal, ela fica com o relógio, e sai sozinha quando o sinal volta. O e-ASI faz o mesmo com o atendimento.
O sistema é aberto pelo endereço sistemaeasi.com e pode ser instalado na tela do tablet como um aplicativo. Antes de ir para a área, é importante entrar uma vez com internet para baixar os pacientes do território.
Transição: e cada profissional vê o que é dele. Vamos ver como o sistema se organiza por perfil.
Uma base, vários profissionais
Atendimento odontológico, prontuário, produção, PSE e almoxarifado odontológico. É o painel desta apresentação.
Atendimento médico, antibióticos e farmácia, produção e planilhas.
Painel de enfermagem e situação vacinal da população.
Agenda os pacientes que o dentista vai atender na aldeia.
Acompanha a produção e os indicadores e cuida do estoque odontológico do DSEI.
Cadastra polos, territórios, aldeias e os acessos de cada profissional.
O e-ASI é um sistema só, com uma base de pacientes só, mas cada profissional entra no seu próprio painel. O dentista não vê o menu do médico, e o médico não vê o nosso. Assim a tela fica simples para cada um.
O cadastro do paciente é compartilhado: a família cadastrada pela equipe é a mesma que o dentista atende. Isso evita o mesmo paciente cadastrado várias vezes.
Transição: agora vamos abrir o sistema e conhecer a tela do dentista.
Parte 2
A tela inicial do dentista e o caminho para cada função.
02Vamos olhar a tela que o dentista vê assim que entra no sistema, e entender onde fica cada coisa.
Transição: a primeira tela é a dos Indicadores.
Tela inicial · Indicadores
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Esta é a tela que o dentista vê ao entrar. À esquerda (1) o nome e a equipe de quem está usando; um toque ali abre o Meu Perfil. Logo abaixo (2) o menu, com todas as funções. No alto, à direita (3), três coisas: a bolinha que mostra se o aparelho está com internet (vermelha é sem conexão, o caso comum na aldeia), o sino de avisos e o botão de atualizar.
No centro, os filtros (4) por território e aldeia, os cartões de indicadores (5) e, embaixo, a tabela com cada aldeia (6).
Mostrar que a bolinha vermelha não é erro: é só o aviso de que está trabalhando sem internet, e tudo continua funcionando.
Transição: vamos ver como o menu está organizado.
Estrutura de navegação
Este é o menu real do dentista, na ordem em que aparece. Agrupei por finalidade para ficar mais fácil de lembrar: atender, registrar e prestar contas, acompanhar, material e a sua conta.
O prontuário do paciente não está no menu: ele abre a partir do paciente, no cadastro, na busca do Novo Atendimento ou em qualquer lista. O agendamento também não é um menu do dentista: quem agenda é o agente de saúde ou a recepção, e a agenda chega pronta dentro do Novo Atendimento.
Transição: agora vamos percorrer cada um desses menus, na ordem em que o dentista usa.
Parte 3
Tela por tela, do primeiro acesso à produção do fim da entrada em área.
03Agora a parte principal. Vamos seguir o caminho de quem usa o sistema pela primeira vez: indicadores, pacientes, atendimento, prontuário, produção e as demais funções.
Transição: começando pelos Indicadores.
Menu · Indicadores
Os números são calculados a partir dos atendimentos registrados. Ninguém precisa somar.
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Na rotina: antes de entrar em área, olhe quais aldeias estão abaixo da meta de 1ª consulta e quantas gestantes estão pendentes.
É o painel de acompanhamento do dentista. Mostra, em tempo real, como estão as quatro metas da saúde bucal: 1ª consulta, tratamento concluído, pré-natal odontológico e crianças de 0 a 4 anos.
Use os filtros do alto para escolher território e aldeia. Os cartões mostram a porcentagem e quantas pessoas faltam. A tabela embaixo mostra cada aldeia lado a lado. O cartão Sem documentação leva à lista de quem precisa trazer CPF ou Cartão SUS, o que é importante para a produção ser aceita.
Na semana antes da viagem, o dentista abre os indicadores, vê que Nova Aliança está com 40% em crianças de 0 a 4 anos e já planeja priorizar as crianças nessa aldeia.
Antes, ninguém sabia como estavam as metas até a produção ser consolidada no fim do mês.
Transição: e quem são esses pacientes? Vamos ao Cadastro.
Menu · Cadastro de Pacientes
Cada aldeia em um cartão, com o número de moradores e o território.
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É a porta de entrada para os pacientes. O cadastro é organizado do jeito que trabalhamos: polo, território, aldeia e família.
Toque no cartão da aldeia ou escolha na lista. Se já sabe quem procura, use a busca, que aceita nome, CPF ou Cartão SUS.
São as aldeias reais do Baixo Rio Envira Fluvial e do Alto Rio Envira, as mesmas que a equipe visita.
Transição: abrindo uma aldeia, vemos as famílias.
Cadastro de Pacientes · Nova Aliança
A aldeia aberta mostra cada família com o responsável e todos os moradores.
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Mostra a aldeia como ela é: família por família. Serve para identificar o paciente, corrigir dados e incluir quem nasceu ou chegou.
Cada bloco é uma família, com o responsável no título. Para incluir um morador, preencha a linha + Integrante no fim da família. Para corrigir, toque no paciente e abra o prontuário.
Uma criança nasceu desde a última entrada. O dentista inclui na família da mãe, ali mesmo, e já pode atender.
A fragmentação do cadastro: o paciente é um só, ligado à família e à aldeia, e todos os profissionais usam o mesmo cadastro.
Transição: com o paciente localizado, vamos ao atendimento.
Menu · Novo Atendimento
Busca do paciente, números do dia, agenda da aldeia e o que já foi atendido.
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É a tela de trabalho do dia. Reúne a agenda que o agente de saúde ou a recepção preparou, a busca de qualquer paciente e o resumo do que já foi feito.
Escolha a aldeia do dia (3) uma vez; o sistema lembra. A lista de agendados aparece embaixo, com o botão Atender (5). Ao lado dele, os três pontinhos marcam Faltou, Desistiu ou Não foi atendido. Para quem não está agendado, use a pesquisa (1). O calendário (4) mostra os próximos dias.
A AIS de Nova Aliança agendou quatro pacientes. O dentista chega, abre o Novo Atendimento, a lista já está lá. Uma paciente não apareceu: ele marca Faltou e a agenda registra o motivo.
A organização dos atendimentos na aldeia e o controle de quem foi e quem não foi atendido.
Transição: vamos tocar em Atender e ver o registro do atendimento.
Novo Atendimento · Atender
Toque no dente, escolha o procedimento e lance. O odontograma e a produção se atualizam juntos.
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É onde o atendimento acontece no sistema. Em uma janela só o dentista registra o tipo de atendimento, os procedimentos, os dentes e a receita.
Toque no dente (ou arraste o dedo sobre vários), escolha o procedimento na lista e toque em Lançar Procedimento. Os números coloridos nos dentes mostram a situação que já estava registrada. Quando terminar, Salvar Atendimento.
A lista de procedimentos é a da Ficha 07, com o CID. Por isso a ficha de produção sai pronta: o que é lançado aqui é o que vai para a ficha. Se houver cárie ativa no odontograma, o sistema não deixa marcar a conclusão do tratamento.
Maria Rosa, gestante, 1ª consulta: restauração em resina no 36 e exodontia do 46. Dois toques em cada dente e está registrado.
Transição: e, se for preciso, a receita sai na mesma janela.
Novo Atendimento · Atender
O medicamento vem do receituário do DSEI, com a posologia já preenchida.
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Registrar o medicamento entregue no próprio atendimento, sem uma ficha separada.
Escolha o medicamento, confira a posologia sugerida e a quantidade, e toque em + Adicionar. A lista mostra os remédios de adulto; marcando a caixa, aparece o receituário inteiro, com os infantis.
O que é receitado aqui entra sozinho na Farmácia e nas linhas 4.1 a 4.4 da Ficha 07 (analgésico, anti-inflamatório, antibiótico e outros).
Transição: tudo isso fica no prontuário do paciente. Vamos abri-lo.
Paciente · Prontuário
O resumo do paciente, a família ao lado e seis abas com toda a informação clínica.
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É o prontuário odontológico eletrônico. Tudo o que se sabe sobre o paciente está aqui, organizado em abas.
À esquerda, o resumo e o botão Atender. Embaixo, a família: as bolinhas coloridas mostram a situação de cada morador (1ª consulta, tratamento, pré-natal), e o ícone ao lado abre o atendimento daquela pessoa. À direita, as abas.
Atendendo a Maria Rosa, o dentista vê na família que o filho de 8 anos ainda não teve a 1ª consulta e já o chama para o mesmo dia.
A informação do paciente deixa de ficar em fichas soltas. Qualquer dentista que entrar na aldeia depois encontra o mesmo prontuário.
Transição: as duas primeiras abas clínicas são a anamnese e o exame clínico.
Prontuário · Anamnese · Exame Clínico
Os mesmos campos da Ficha 4 odontológica individual, preenchidos uma vez e guardados.


Registrar a história de saúde do paciente e o exame inicial, do mesmo jeito que a Ficha 4 pede.
Marque o que se aplica e toque em Salvar. Na anamnese entram também os aspectos culturais: uso de tabaco, hábitos alimentares (regional ou industrializado), escovação, fio e creme dental e adorno na cavidade bucal. No exame clínico, a condição periodontal é registrada por sextante, com os códigos de 0 a 4, X e 9.
Quem marca hipertensão ou diabetes aqui aparece automaticamente no menu Comorbidades. E tudo isso vai para a folha 1 do prontuário físico.
Transição: a aba seguinte é o odontograma.
Prontuário · Odontograma
A situação de cada dente, atualizada a cada atendimento.
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Mostrar, de um olhar, a situação da boca do paciente: o que tem cárie, o que foi restaurado, o que foi perdido.
Aqui é só consulta. O odontograma muda quando o dentista registra um procedimento no atendimento. Na parte de baixo ficam o uso e a necessidade de prótese e os dentes supranumerários, que se salvam nesta tela.
Na ampliação, os códigos nos dentes: cada número corresponde a uma condição, com uma cor. O 46 e o 36 com cárie aparecem em vermelho.
O odontograma é plano, como o da ficha em papel. Não existe visualização em 3D.
Transição: e onde fica tudo o que já foi feito? No Histórico.
Prontuário · Histórico
Do mais recente para o mais antigo, com quem atendeu, o que foi feito e o que foi receitado.
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É a evolução clínica do paciente. Mostra toda a sequência de atendimentos, de qualquer dentista, em qualquer entrada em área.
Role a linha do tempo. Cada cartão mostra a data, o tipo, os procedimentos, a receita e quem atendeu. Se algo foi lançado errado, o Editar corrige, e o Excluir pede o motivo.
Em fevereiro, a Maria Rosa teve o 16 extraído e recebeu amoxicilina. Em outubro, outro dentista abre o histórico e já sabe disso antes de começar.
A continuidade do cuidado: o tratamento não recomeça do zero a cada entrada em área.
Transição: e o papel? O sistema também monta a ficha impressa.
Prontuário · Prontuário Físico
A Ficha 4 odontológica individual montada com os dados do prontuário.
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Gerar o prontuário físico exigido, sem preencher à mão. A ficha usa todo o histórico do paciente: a 1ª consulta de fevereiro aparece mesmo numa produção de outubro.
Abra a aba e toque em Baixar PDF. A mesma ficha pode ser impressa para uma aldeia inteira pela Produção, como veremos adiante, ou buscada pelo menu Prontuários Físicos.
O retrabalho de passar a limpo a ficha de cada paciente no fim da entrada em área.
Transição: falando em produção, vamos ao menu Produção.
Menu · Produção
Escolha o território e o período. O sistema reúne os atendimentos e monta as fichas.
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Transformar os atendimentos de uma entrada em área na produção oficial, sem somar nada à mão.
À direita, escolha o território e as datas de início e fim, e toque em Gerar Relatório de Entrada. A produção aparece na lista com a situação. Toque nela para abrir as fichas.
Entrada no Baixo Rio Envira Fluvial de 05 a 24 de outubro: 85 atendimentos já contados. A produção do Alto Rio Envira, de agosto, aparece como Consolidado.
A consolidação das informações para a gestão, que antes levava dias de contagem.
Transição: vamos abrir a produção e ver as fichas.
Produção · Ficha 04
Datas de atendimento e quantidade por faixa etária, em cada aldeia do território.
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A Ficha 04 é a produção por faixa etária. O sistema preenche sozinho, a partir da data de nascimento de cada paciente atendido.
Troque de ficha pelas abas. Tocar no nome da aldeia abre o detalhamento dos atendimentos daquela linha, para conferir. Exportar PDF gera o documento.
A Ficha 08 traz as gestantes; a Ficha 03, as atividades coletivas e o PSE; a Ficha 07, os procedimentos. Todas saem do mesmo registro.
Transição: a Ficha 07 é a que mais dá trabalho no papel. Vamos vê-la.
Produção · Ficha 07
Cada procedimento lançado no atendimento cai na linha certa, na coluna da aldeia.
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A Ficha 07 é a produção de procedimentos clínicos e prescricionais. É a ficha que mais consumia tempo para contar.
Como a lista de procedimentos do atendimento é a mesma da Ficha 07, não existe tradução: o que o dentista lançou é exatamente o que aparece aqui. Os medicamentos da receita entram nas linhas 4.1 a 4.4.
Erros de soma e procedimentos esquecidos na hora de passar o caderno para a ficha.
Transição: e ainda dentro da produção, a última aba imprime os prontuários.
Produção · Prontuário Físico (Ficha 4)
Só os pacientes atendidos no período, num cartão por aldeia.
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Fora da produção: o menu Prontuários Físicos faz a mesma busca em todos os pacientes, com filtro por aldeia.
Imprimir de uma vez os prontuários físicos de quem foi atendido na entrada em área.
Toque em Imprimir todas as aldeias para um PDF só, ou entre no cartão de uma aldeia para imprimir só os dela. Para voltar, Todas as aldeias.
Esta tela é a mais nova do sistema e nasceu de um pedido feito por quem usa.
Transição: agora os menus de acompanhamento, começando pelas gestantes.
Menu · Gestantes
Todas as gestantes do polo, com a idade gestacional calculada a partir da DUM.
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Acompanhar o pré-natal odontológico, uma das quatro metas. A lista mostra quem está gestante, em que semana e quando é o parto previsto.
Filtre pela aldeia que vai visitar e priorize quem ainda não teve a consulta de pré-natal. Toque no nome para abrir o prontuário.
Na aldeia, a gestante pode já ter tido o bebê na próxima entrada. A lista ajuda a não perder a janela do pré-natal.
Transição: e quem tem doença crônica? Isso está em Comorbidades.
Menu · Comorbidades
Quem precisa de cuidado especial antes de um procedimento, em uma lista só.
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Ver de uma vez quem é hipertenso, diabético ou tem outra condição registrada, para planejar o atendimento com segurança.
A lista se forma sozinha a partir da anamnese. Filtre pela aldeia e toque em Atender, ou no nome para abrir o prontuário.
Antes da exodontia, o dentista confere na lista que o paciente é hipertenso e verifica a pressão antes de anestesiar.
Transição: falando em medicamento, vamos à Farmácia.
Menu · Farmácia
Tudo o que foi receitado nos seus atendimentos, sem lista separada.
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Relatório de dispensação: o que foi entregue, para quem e em que quantidade, separado por categoria. Antibiótico aparece com selo vermelho.
Use os filtros de período, categoria e aldeia. A aba Receituário do DSEI mostra a lista de medicamentos disponíveis, e o dentista pode ajustar a posologia padrão para a sua versão.
O controle de antibióticos e a prestação de contas do que foi dispensado, que antes dependia de anotação à parte.
Transição: e o material odontológico? Fica no Almoxarifado.
Menu · Almoxarifado Odontológico
Ver no Almoxarifado do DSEI o que existe.
Pedir os itens à Referência Técnica.
O material entra no Meu Almoxarifado.
Saídas, perdas e ajustes ficam no histórico.
O almoxarifado odontológico tem dois estoques diferentes. O Meu Almoxarifado é a caixa do dentista: o que está com ele. Só ele mexe. O Almoxarifado do DSEI é o estoque central: só a Referência Técnica movimenta, e o dentista consulta para saber o que pode pedir.
A ligação entre os dois é a solicitação. O dentista pede, a RT atende, e o material passa a constar no estoque do dentista.
O controle de material odontológico é por item. O estoque de medicamentos é outro assunto, ligado à receita.
Transição: vamos ver as telas.
Almoxarifado Odontológico · Meu Almoxarifado
O que você tem, por categoria, com lote, validade e situação.
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Controlar o material que o dentista leva para a área: o que tem, quanto tem e o que está para vencer.
Cadastre os itens que já estão com você, com a quantidade. Os cartões do alto avisam o que está baixo ou vencendo. As categorias filtram a lista: equipamentos, materiais de consumo, armazenamento, materiais didáticos, instrumentais odontológicos e outros.
Antes de embarcar, o dentista vê 6 itens perto de vencer e usa esses primeiro na entrada em área.
Transição: e o que o DSEI tem para me mandar?
Almoxarifado Odontológico · Almoxarifado do DSEI
Só a Referência Técnica mexe neste estoque. O dentista consulta e solicita.
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Saber o que existe no estoque do DSEI antes de pedir, sem precisar ligar ou mandar mensagem.
Procure o item, veja a quantidade e a validade, e toque em Solicitar na linha, ou em Nova solicitação para pedir vários de uma vez. O andamento do pedido fica na aba Solicitações.
Pedido de material sem saber se existe, e sem registro de quando foi pedido e atendido.
Transição: e onde fica o registro do que entrou e saiu? Em Movimentações.
Almoxarifado Odontológico · Movimentações
Nada é apagado: um erro se corrige com um ajuste, e tudo fica registrado.
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Registrar tudo o que entra e sai do estoque do dentista, e consultar o histórico.
Entrada quando o material chega, Saída quando usa ou descarta, Ajuste quando a contagem não bate. Uma saída maior que o estoque é recusada.
Nada é apagado. Isso protege o dentista: qualquer diferença tem registro de quem lançou e quando.
Transição: agora o PSE.
Menu · PSE
A Ficha de Atividade Coletiva do e-SUS, preenchida em cinco passos.
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Registrar as ações coletivas nas escolas indígenas, como escovação supervisionada e aplicação de flúor, na ficha oficial do e-SUS.
Em Nova Ação, a ficha é preenchida em cinco passos. As escolas ficam cadastradas pelo código INEP. As ações realizadas podem ser consultadas e alimentam a Ficha 03 da produção.
O sistema só oferece as práticas que a atividade escolhida aceita, para a ficha não ser recusada depois.
Transição: por fim, as telas da sua conta.
Menu · Sincronização · Meus aparelhos · Meu Perfil
Quanto falta enviar, o envio na hora e uma cópia de segurança no próprio aparelho.
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Também na sua conta: Meus aparelhos mostra em quais aparelhos a sua conta está aberta; Meu Perfil, pelo nome no alto do menu, mostra e corrige o seu cadastro; o sino traz os avisos.
Saber se tudo o que foi registrado na área já chegou ao servidor, e enviar na hora quando houver sinal.
Ao chegar ao polo ou à cidade, abra a Sincronização. Se houver registros pendentes, toque em Sincronizar Agora. O ideal é ver 0 registros antes de entregar a produção. O backup gera um arquivo com tudo, útil antes de trocar de aparelho.
Em Meus aparelhos dá para dar um apelido a cada aparelho e desconectar um tablet perdido ou trocado. O sino reúne os avisos do sistema para cada profissional.
Transição: vimos cada tela. Agora vamos juntar tudo num dia de trabalho na aldeia.
Parte 4
A Dra. Helena chega à aldeia Nova Aliança, no Baixo Rio Envira Fluvial. Sem internet.
04Agora vamos juntar as peças. Imaginem uma dentista, a Dra. Helena, chegando à aldeia Nova Aliança para um dia de atendimentos. Não tem sinal. Vamos acompanhar o dia dela no sistema.
Transição: primeiro, o caminho completo em um desenho.
O caminho completo
Novo Atendimento
Agenda ou pesquisa
Prontuário · Histórico
Odontograma e anamnese
Botão Atender
Dente e procedimento
Automático ao salvar
Situação e indicadores
Almoxarifado
Produção e fichas
Os passos 6, 7 e 10 não exigem trabalho a mais: saem do mesmo atendimento salvo no passo 5.
Este é o dia inteiro em dez passos. O que eu quero que vocês notem: os passos 6, 7 e 10 acontecem sozinhos. Ao salvar o atendimento, o prontuário é atualizado e a produção já conta aquele procedimento.
Transição: vamos ver os passos nas telas.

Passos 1 e 2
Sem internet: a agenda e os pacientes foram baixados no polo, antes de embarcar.
A Dra. Helena abre o Novo Atendimento e escolhe Nova Aliança como aldeia do dia. A AIS já tinha agendado os pacientes, e a lista aparece. Chega também uma paciente que não estava agendada: ela pesquisa pelo nome e encontra.
Tudo isso sem internet, porque o aparelho baixou os pacientes do território antes da viagem.
Transição: antes de atender, ela olha a história da paciente.

Passos 3 e 4
Na prática: outro dentista pode ter atendido em fevereiro. O histórico é o mesmo para todos.
A paciente é a Maria Rosa. No histórico, a Dra. Helena vê que em fevereiro ela teve o 16 extraído e tomou amoxicilina. No odontograma, há cárie no 36 e no 46. No cadastro, a informação de que ela está gestante, com 13 semanas.
Isso muda o atendimento: é também uma consulta de pré-natal odontológico, que conta para a meta.
Transição: hora de atender.

Passos 5, 6 e 7
Ela toca em Atender, marca o 36 e lança a restauração em resina, marca o 46 e lança a exodontia. Salva. Pronto: o odontograma já mostra o 36 restaurado, o histórico ganha um cartão novo e a situação da paciente é atualizada.
Um registro, feito uma vez, no momento do atendimento. Não existe passar a limpo depois.
Transição: e depois do atendimento?
Passos 8, 9 e 10


8. Acompanhar o tratamento: a situação da paciente (necessita retorno ou tratamento concluído) e os indicadores da aldeia mudam com cada atendimento.
No fim do dia, a Dra. Helena confere no almoxarifado o que usou e o que está acabando. Na produção, os atendimentos de hoje já estão na Ficha 04 e na Ficha 07. E nos indicadores, Nova Aliança subiu na 1ª consulta e no pré-natal.
Quando voltar ao polo, é só sincronizar. A produção da entrada em área já está pronta para revisar e enviar.
Transição: o que isso significa para cada um de nós?
Parte 5
Para o dentista, para o paciente e para o DSEI.
05Vamos olhar os ganhos de três pontos de vista: o nosso, o do paciente e o da gestão.
Para o dentista
Aldeia do dia, agenda pronta e o resumo do que já foi feito.
O prontuário completo, mesmo sem internet.
Odontograma e situação de cada paciente e da família.
Fichas 04, 07, 08, 03 e prontuários físicos prontos.
Estoque, validade e pedidos ao DSEI registrados.
Posologia sugerida e dispensação já contada.
Para nós, o ganho principal é tempo. O tempo que gastávamos contando produção, passando ficha a limpo e procurando o histórico volta para o atendimento.
Transição: e para o paciente?
Para o paciente
Quem atende na próxima entrada sabe o que foi feito e o que ficou pendente.
O odontograma mostra a evolução de cada dente ao longo do tempo.
Atendimentos, procedimentos e medicamentos em ordem, num lugar só.
Gestantes, crianças e pessoas com comorbidade não passam despercebidas.
Para o paciente, o ganho é a continuidade. O tratamento que começou com um dentista continua com outro, sem recomeçar. E quem mais precisa, gestante, criança pequena, hipertenso, aparece na tela de quem vai atender.
Transição: e para o DSEI?
Para o DSEI
Uma base só de pacientes, aldeias e atendimentos.
Situação de cada produção, do andamento ao consolidado no SIASI.
Onde estão as pendências, por território e aldeia.
Metas de saúde bucal calculadas a partir do registro.
A saúde bucal de cada aldeia visível, sem esperar a equipe voltar.
Estoque central e dos dentistas acompanhados pela Referência Técnica.
Para a gestão, a informação deixa de chegar atrasada e em papel. A Referência Técnica acompanha a produção, os indicadores e o estoque pelo painel dela, com os mesmos dados que nós registramos.
Transição: resumindo, o antes e o depois.
Resumo
Este quadro resume a apresentação. Cada linha da direita corresponde a uma tela que vimos hoje.
Transição: para terminar, onde estamos e para onde vamos.
Transparência
Quero ser transparente sobre o que vocês viram. Tudo o que está na primeira coluna está no ar e em uso. O agendamento está pronto, mas só começa quando a administração cadastrar as AIS ou a recepção. O almoxarifado está pronto e depende de cada um cadastrar os itens que já tem.
E o que não existe: não há odontograma em 3D, e o plano de tratamento não tem tela própria.
As sugestões de vocês hoje entram direto na lista do que vem a seguir. Várias telas que vimos nasceram de pedidos da própria equipe.
Transição: para fechar.
Visão
O e-ASI aproxima a tecnologia, a assistência e a realidade dos territórios indígenas. Um sistema que funciona onde o trabalho acontece, e que devolve ao profissional o tempo que o papel tomava.
Pensado a partir das entradas em área, e não adaptado de um sistema de cidade.
Cada tela foi ajustada a partir do uso real e das sugestões de quem atende.
Informação confiável, a tempo, para cuidar melhor da saúde bucal indígena.
A visão do e-ASI é simples: levar a tecnologia até onde o trabalho acontece. Não é um sistema de cidade adaptado para a aldeia; é um sistema pensado a partir da aldeia. E ele continua sendo construído com a participação de vocês.
Transição: abro agora para perguntas e sugestões.
Perguntas, sugestões e contribuições são bem-vindas. O e-ASI é construído com a equipe de saúde bucal do DSEI Alto Rio Juruá.
Obrigado pela atenção. Agora quero ouvir vocês: dúvidas sobre qualquer tela, sugestões de melhoria, o que falta para o sistema entrar na rotina de cada um.
Para voltar a uma tela durante as perguntas, aperte G e escolha o slide no mapa.